Você Sabia... que o primeiro Carnaval Oficial da cidade de São Paulo só aconteceu em 1935? Foi organizado pelo jornal Correio de São Paulo e patrocinado pelo Centro de Cronistas Carnavalescos e pela Comissão Oficial. Os grupos foram divididos em categorias e houve premiação. A História do Carnaval Paulistano A história do Carnaval na cidade de São Paulo se confunde com a própria evolução política, social e econômica do povo paulistano, pois as grandes mudanças estão intimamente ligadas ao progresso e desenvolvimento da capital paulista. Surgido em tempos conservadores, as primeiras notas a respeito apareceram na Ata da Câmara de São Paulo, em sessão de 13 de fevereiro de 1604, apontados como atos atentatórios aos bons costumes sociais. Os bailes promovidos em São Paulo, datados historicamente de 1830, encerravam-se melancolicamente à meia-noite, pois não havia por esse tempo sociedades recreativas voltadas para a comunidade negra, principais precursores do Carnaval na cidade. Os moçambiques, congadas e batuques eram reprimidos e foram substituídos pela dança do Caiapó, que também era combatida pelas autoridades, como pode ser verificado nas Atas da Câmara. O marco inicial do Carnaval moderno, segundo historiadores, foi inspirado na Marquesa de Santos, então dama de maior prestígio na sociedade paulistana. Sua casa conhecida como Palacete do Carmo, recebia convidados para o baile carnavalesco. Alterando os hábitos, uma comissão organizou no domingo de Carnaval um desfile de cavaleiros pela cidade. Três anos depois, o grupo carnavalesco “Os Zuavos" saía pela rua da Glória. O primeiro desfile promovido pelo poder público aconteceu em 1934, quando o inovador prefeito Fábio da Silva Prado criou o Departamento de Cultura e Recreação e destinou verba, coletada entre seus amigos, para financiar o evento. O vencedor do concurso foi o rancho Diamante Negro, seguido de Vim do Sertão. Na categoria blocos o primeiro lugar ficou com os Fenianos e, para os cordões, a vitória foi dos Garotos Olímpicos, seguido por Camisa Verde. Porém, o primeiro Carnaval Oficial da cidade de São Paulo só aconteceu no ano seguinte, em 1935, organizado pelo jornal Correio de São Paulo e patrocinado pelo Centro de Cronistas Carnavalescos e pela Comissão Oficial. Neste evento já havia organização. Os grupos foram divididos em categorias e houve premiação. A origem do termo “Carnaval” Assim como a origem do carnaval, as raízes do termo também têm sido objeto de discussão. Para uns, o vocábulo advém da expressão latina "carrum novalis" (carro naval), uma espécie de carro alegórico em forma de barco, com o qual os romanos inauguravam suas comemorações. Apesar de ser foneticamente aceitável, a expressão é refutada por pesquisadores, sob a alegação de que não possui fundamento histórico. Para eles, a palavra derivaria da expressão latina "carnem levare", modificada depois para "carne,vale!" (adeus, carne!), palavra originada entre os séculos XI e XII que designava a quarta-feira de cinzas e anunciava a supressão de carne devido à Quaresma. Principais figuras carnavalescas Colombina: Como o Pierrô e o Arlequim, é uma personagem da Comédia Italiana, uma companhia de atores que se instalou na França entre os séculos XVI e XVIII para difundir a Commedia dell'Arte, forma teatral original com tipos regionais e textos improvisados. Colombina era uma criada de quarto esperta, sedutora e volúvel, amante de Arlequim, as vezes vestia-se como arlequineta em trajes de cores variadas, como as de seu amante. Arlequim: Rival de Pierrô pelo amor de Colombina, usava traje confeccionado a partir de retalhos triangulares de diversas cores. Representava o palhaço, o farsante, o cômico. Pierrô: Personagem sentimental, tem como uma de suas principais características a ingenuidade. Rei Momo: Personagem que personifica o carnaval brasileiro. Sua figura foi inspirada no bufo, ator de procedência portuguesa que representava pequenas comédias teatrais que tanto divertiam os nobres. Máscaras e fantasias Em 1834, o gosto pelas máscaras se acentuou no país. De procedência francesa, eram confeccionadas em cera muito fina ou em papelão, simulando caras de animais e caretas, entre outras representações. As fantasias apareceram logo depois, dando mais vida, charme e colorido ao Carnaval, tanto nos salões quanto nas ruas.
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Carnaval
Você Sabia... que o primeiro Carnaval Oficial da cidade de São Paulo só aconteceu em 1935? Foi organizado pelo jornal Correio de São Paulo e patrocinado pelo Centro de Cronistas Carnavalescos e pela Comissão Oficial. Os grupos foram divididos em categorias e houve premiação. A História do Carnaval Paulistano A história do Carnaval na cidade de São Paulo se confunde com a própria evolução política, social e econômica do povo paulistano, pois as grandes mudanças estão intimamente ligadas ao progresso e desenvolvimento da capital paulista. Surgido em tempos conservadores, as primeiras notas a respeito apareceram na Ata da Câmara de São Paulo, em sessão de 13 de fevereiro de 1604, apontados como atos atentatórios aos bons costumes sociais. Os bailes promovidos em São Paulo, datados historicamente de 1830, encerravam-se melancolicamente à meia-noite, pois não havia por esse tempo sociedades recreativas voltadas para a comunidade negra, principais precursores do Carnaval na cidade. Os moçambiques, congadas e batuques eram reprimidos e foram substituídos pela dança do Caiapó, que também era combatida pelas autoridades, como pode ser verificado nas Atas da Câmara. O marco inicial do Carnaval moderno, segundo historiadores, foi inspirado na Marquesa de Santos, então dama de maior prestígio na sociedade paulistana. Sua casa conhecida como Palacete do Carmo, recebia convidados para o baile carnavalesco. Alterando os hábitos, uma comissão organizou no domingo de Carnaval um desfile de cavaleiros pela cidade. Três anos depois, o grupo carnavalesco “Os Zuavos" saía pela rua da Glória. O primeiro desfile promovido pelo poder público aconteceu em 1934, quando o inovador prefeito Fábio da Silva Prado criou o Departamento de Cultura e Recreação e destinou verba, coletada entre seus amigos, para financiar o evento. O vencedor do concurso foi o rancho Diamante Negro, seguido de Vim do Sertão. Na categoria blocos o primeiro lugar ficou com os Fenianos e, para os cordões, a vitória foi dos Garotos Olímpicos, seguido por Camisa Verde. Porém, o primeiro Carnaval Oficial da cidade de São Paulo só aconteceu no ano seguinte, em 1935, organizado pelo jornal Correio de São Paulo e patrocinado pelo Centro de Cronistas Carnavalescos e pela Comissão Oficial. Neste evento já havia organização. Os grupos foram divididos em categorias e houve premiação. A origem do termo “Carnaval” Assim como a origem do carnaval, as raízes do termo também têm sido objeto de discussão. Para uns, o vocábulo advém da expressão latina "carrum novalis" (carro naval), uma espécie de carro alegórico em forma de barco, com o qual os romanos inauguravam suas comemorações. Apesar de ser foneticamente aceitável, a expressão é refutada por pesquisadores, sob a alegação de que não possui fundamento histórico. Para eles, a palavra derivaria da expressão latina "carnem levare", modificada depois para "carne,vale!" (adeus, carne!), palavra originada entre os séculos XI e XII que designava a quarta-feira de cinzas e anunciava a supressão de carne devido à Quaresma. Principais figuras carnavalescas Colombina: Como o Pierrô e o Arlequim, é uma personagem da Comédia Italiana, uma companhia de atores que se instalou na França entre os séculos XVI e XVIII para difundir a Commedia dell'Arte, forma teatral original com tipos regionais e textos improvisados. Colombina era uma criada de quarto esperta, sedutora e volúvel, amante de Arlequim, as vezes vestia-se como arlequineta em trajes de cores variadas, como as de seu amante. Arlequim: Rival de Pierrô pelo amor de Colombina, usava traje confeccionado a partir de retalhos triangulares de diversas cores. Representava o palhaço, o farsante, o cômico. Pierrô: Personagem sentimental, tem como uma de suas principais características a ingenuidade. Rei Momo: Personagem que personifica o carnaval brasileiro. Sua figura foi inspirada no bufo, ator de procedência portuguesa que representava pequenas comédias teatrais que tanto divertiam os nobres. Máscaras e fantasias Em 1834, o gosto pelas máscaras se acentuou no país. De procedência francesa, eram confeccionadas em cera muito fina ou em papelão, simulando caras de animais e caretas, entre outras representações. As fantasias apareceram logo depois, dando mais vida, charme e colorido ao Carnaval, tanto nos salões quanto nas ruas.
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